1.17.2011
digno de nota
 
O textículo "eu só queria dizer uma coisa" ganhou um comentário tão legal que preciso dar o devido destaque:

At 7:44 PMBlogger Herman Hesse said…
eu só te digo uma coisa:
eu num lhe digo é nada!!

ó e ainda te digo mais!
é só isso que eu te digo se ligou?

sonhei com você estes dias.
tinha uma galera tipo num shopping num mcdonalds ou algo do tipo. Nielly me chamou e me disse que vc queria falar comigo.

Você me disse que já não conseguia tirar mais uma roupa de beata preta porque os pelos (por todo seu corpo) já não deixavam; era como se estivem enganchados e consolidados com a roupa.

Acho que você vai virar um bixo desses dos planos astrais inferiores tipo uma lobismulher.

Mas foi isso que você sempre buscou na sua vida. Ou pra proxima :)
A magia é tudo uma só; o que é do ocultismo é do universo também.

Mas fique esperta porque os crentes vão te encher o saco esse ano.


Gente, vejam só. Os ocultistas de shopping que enfeitaram uma parte da minha adolescência ainda lembram de mim e, pasmem!, SONHAM COMIGO!

Ah, pra quem não sabe, tenho um passado negro. Não negro de vergonhoso *pigarro* mas de MAU que nem o pica pau. Eu era uma adolescente metaleira revolucionária estudante de ocultismo que discutia teorias de Aleister Crowley nas mesinhas em frente ao Mc Donalds do Shopping Jardins.

Não sei se já cheguei a uma próxima vida ou virei lobismulher dos planos astrais inferiores (seria São Paulo um plano astral inferior?), mas certamente a vida adolescente já passou. Pelo visto meus amigos magistas conseguiram descobrir o segredo do tempo e se deram ao trabalho de vir me visitar aqui no futuro! :)

Saudações 93 pra vocês!
(e se você não entendeu, é porque não é TRUE)

Manda um beijo pra Nielly. Seja lá quem ela for.

Tio Crowley tá de olho




posted by Arlequina @ 9:20 PM   5 comments
 





1.13.2011
mamãe ama meu revólver
 
mamãe diz:
 por quem vc está tão amarga p escrever aquilo no seu blog?
deb diz:
 nao to amarga nao
mamãe diz:
 então q é aquilo???
 passa isso p quem lê!!
deb diz:
 nem tudo é cor de rosa na vida ne
mamãe diz:
 nunca me acostumo com sua racionalidade emocional!!
deb diz:
 nem eu hehe
mamãe diz:
 vc é mais razão q emoção!!!  mais comum nos homens!
deb diz:
 pois é... onde foi que voces erraram? hahaha

-

Minha amiga-terapeuta-taróloga-astróloga Mari, escreveu o outro lado da moeda (que - contradições à parte - eu conheço muito bem). A quem interessar possa...  http://loveasatether.wordpress.com/2011/01/12/e-se-as-pedras-falassem/

-

E esse blog voltará às suas atividades normais em breve. Carnaval tá chegando aê pra matar o existencialismo de calor nas ladeiras de OLINDA.

beijo
posted by Arlequina @ 9:47 AM   1 comments
 





1.10.2011

 
"Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas. 
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra." 



(Carlos Drummond de Andrade)


A pedra


Você estava certo quando se despediu dizendo que sou egoísta. Desculpa não ter concordado na hora. Naquele momento, eu simplesmente não te queria mais na minha vida porque a vida é minha e eu tenho o direito de não querer. Isso não foi egoísmo. Te convidar pra entrar que foi. 

Pra admitir que sou egoísta, primeiro eu teria que confessar uma coisa. Eu vivo em função da minha instabilidade emocional. Como a piada de português, eu vejo a casca de banana no caminho e fico irritada porque sei que vou escorregar de novo. Não importa quantos amigos eu tenha. Não importa onde eu esteja. Não importa o que eu faça. Eu vou escorregar e cair no vão da existência.

As pessoas vão me odiar e será recíproco. Os defeitos do mundo ficarão debaixo de uma lupa e os meus também. O estômago vai doer, o coração vai disparar, eu não vou dormir nada e depois vou dormir demais, eu vou dar um jeito de discutir seriamente com meus melhores amigos, eu vou minimizar todas as minhas conquistas e reduzi-las à mais completa falta de sentido. Eu vou me lembrar de feridas que nunca cicatrizei e ter a nítida sensação de que todas foram parar na minha cara, bem à vista de todo mundo. Eu vou ficar frágil, patética, vulnerável, confusa. Não vou conseguir pensar direito porque, de tanto sentir, não sobrará tempo pra pensar em nada.

O escorregão vai ser tão violento, que tenho certeza de que vou morrer. Então preciso aproveitar a vida agora, preciso fazer novos amigos, preciso ser divertida, preciso ser amada, preciso dizer frases de efeito que me deixem importante, decidida, linda, leve. Preciso dançar a noite inteira, ler todos os livros, ouvir todas as músicas, comer todas as comidas, beber até transbordar.  Sobretudo, preciso encontrar alguém que me segure quando eu cair. Nem sempre funciona, mas, pro seu azar, você mordeu a isca.

Quando falei sobre aquelas suas qualidades que só eu via, eu estava mentindo. Hora nenhuma eu vi você daquele jeito. Aliás, eu não vi você de jeito algum. Você foi só um corpo que abrigava o personagem que eu criei e preparei cuidadosamente pra me segurar. Quando eu disse que gostava de você apesar dos seus defeitos – os quais eu sempre fazia questão de ressaltar - estava mentindo. Eu sabia desde o começo que eles estavam lá, não iriam desaparecer e serviriam de pretexto pra justificar minha partida na hora que eu quisesse ir embora. Se em algum momento eu dei a entender que você poderia contar comigo, eu estava mentindo também. Todas as vezes que me ofereci como uma rocha pra você se apoiar, eu só queria que você não percebesse que na verdade estava me carregando. Lembra todos os estardalhaços que eu fazia quando você me magoava?  Também eram mentira. Não era você que doía. Aquela era eu expurgando o desespero de estar pendurada no limbo do nada.

Eu nunca me importei com você porque nunca tive interesse. Eu fingia que te olhava, mas só buscava a mim mesma. Quando a dor da queda passou, levantei e fui embora sem olhar pra trás. Como se nada tivesse acontecido. E você ficou lá.

Entenda que não é maldade. É o meu egoísmo. Diante dele não me é permitido sentir nada além de mim. E eu sabia disso tudo desde o princípio, desde quando vi a casca de banana no caminho. Eu usei você. E não me arrependo.

Porque me arrepender seria me comprometer a não fazer mais. Não me comprometo. Vai acontecer de novo. E não pense que ter a consciência do eterno ciclo que vivo alivia a dor ou me dá algum tipo de controle. Antes não a tivesse. A consciência de mim só me esmaga mais ainda e piora a angústia da minha impotência. Antes eu nem soubesse o quanto fui egoísta com você. Andaria por aí tranquila e absolvida. Com cara de “não tenho culpa de não te amar mais.” Ingenuamente acreditando na pureza das minhas decisões.

Não vou pedir desculpas. Não espero ser perdoada. E, na verdade, pouco importa se você vai perdoar ou não. Só quero dizer que você estava certo. Eu sou egoísta. Morrerei egoísta. De coração e sem cinismo, eu desejo que você me esqueça. Não sofra por mim porque não vale a pena. Mas prometo que não vou te esquecer. Serei eterna e sinceramente grata por você ter estado lá. Obrigada.
posted by Arlequina @ 9:52 PM   3 comments
 





1.08.2011
eu só queria dizer uma coisa
 
Já tomei porrada, já perdi algumas coisas importantes por vacilo, já me fudi. Mas nunca, jamais, em tempo algum da minha vida, eu perdi qualquer oportunidade por medinho de encarar. Portanto, jamais espere de mim nenhuma empatia com esse tipo de sentimento.

Obrigada.
posted by Arlequina @ 6:15 PM   2 comments
 





1.05.2011
cortando o pulso com classe
 



"A dolorosa instabilidade e incompreensibilidade
Deste impossível universo 
A cada hora marítima mais na própria pele sentido!"
(Álvaro de Campos)




Um 2011 bem existencialista pra todos vocês. 
posted by Arlequina @ 7:52 PM   0 comments
 




il libretto

 

Rss


"Em qualquer terra em que os homens amem. 
 Em qualquer tempo onde os homens sonhem.
 
                                                        Na vida."

Máscaras - Menotti del Picchia

 

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clap

 

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